quinta-feira, 7 de abril de 2011
Parece-me hoje
Parece-me hoje Mais difícil que o normal Ser homem Não encontro motivos Para olhar no epelho E os meus defeitos Nossos defeitos Acuam-me num canto da vida Hoje a noite negra Cobre-me de luto.
Não se pronuncia o nome do homem morto
Não se pronuncia o nome do homem morto Suas palavras, suas aspirações, seus pensamentos Seus sorrisos, feitos, crenças...sua índole Repousam espalhados pelo caminho Que ele percorreu, que apenas ele percorreu Seus passos aos poucos vão evanescendo Ventos da tarde, raios da manhã Não, não pronunciem nunca o nome do homem morto Agora todos os nomes o contêm um pouco E nenhum deles suporta a sua ausência.
(I) mundo
Hoje não tenho palavras. O céu dos meus olhos está turvo. O mundo (I)mundo não vale a pena .Quando tudo que nos resta são os restos. Os restos dos sonhos infantis. Daqueles que não mais acordarão.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Diga-me
Apenas me diga o que você quer
Beijos, lágrimas
Partida, chegada
Nascer do sol, pôr do sol
Casa na colina, estrada
Nuvem
Pipa no céu
Barco de papel
Na enxurrada
Encontrar-se de dia
Perder-se de madrugada
Um pouquinho de tudo
Ou muita coisa de nada
Cores, canções
Papo à toa, risada
Pode-se ter o que quiser
Apenas diga o que você quer.
Sem você
Estar sem seguir
Sem ficar
Sem ouvir ou falar
Sem sentir nem pensar
Sem cair nem voar
Existir sem sonhar
Estar sem dormir
Sem comer
Sem sorrir
Sem viver
Sem poder existir
Sem você.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Hei de te provar
Hei de te provar, Ainda que me custe a vida! Que é a vida sem um amor pelo qual valha a pena perdê-la? Hei de te provar...
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